Cetáceos Madeira
Golfinho Malhado

Stenella frontalis

 

 


Distribuição geral da espécie a nível nacional e Europeu e tendências populacionais

Espécie conhecida apenas no Oceano Atlântico, ocupando águas tropicais e sub-tropicais. No espaço Comunitário, a sua distribuição é conhecida do Arquipélago dos Açores, Arquipélago das Canárias e do Arquipélago da Madeira. O estatuto de conservação desta espécie é desconhecido no espaço europeu, apesar de ser observado com alguma frequência nos arquipélagos acima mencionados.

Ecologia da espécie

Contrariamente à forma bastante malhada de Stenella frontalis que habita as águas das Caraíbas, nomeadamente das Bahamas onde vive em águas de pouca profundidade alimentando-se de presas tanto pelágicas como bênticas, os animais observados na Madeira e nos Açores pertencem à forma menos malhada que habita águas profundas alimentando de presas que habitam o domínio pelágico. Não se sabe, presentemente, qual o grau de associação entre Stenella frontalis e os tunídeos, como é frequente observar com os golfinhos malhados (outra espécie) do Oceano Pacífico.

Principais ameaças

Tal como acontece com Tursiops truncatus esta espécie é alvo das embarcações marítimo-turísticas e de pesca desportiva na actividade de "dolphin-watching". Apesar de observados em grupos que podem atingir a centena de animais, que muitas vezes se aproximam das embarcações, a mesma falta de cuidados na aproximação aos animais mencionada para os Tursiops truncatus pode resultar nas mesmas consequências descritas para essa espécie.

O arrojamento de cetáceos de diversas espécies, nomeadamente de Stenella frontalis, nas costas do arquipélago da Madeira, com sinais evidentes de morte provocada pelo homem, leva-nos a considerar urgente a determinação do estatuto de conservação desta espécie nesta área. Tanto mais urgente, uma vez que o arquipélago da Madeira, a par de Canárias e Açores, são os únicos locais onde esta espécie observada com frequência, dada a sua distribuição exclusiva do Atlântico, tropical e de águas temperadas quentes. mecanismos necessários para a redução desse impacto.

 

 

 

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